sábado, 14 de março de 2015

Uma proposta de Revolução das Métricas do bem-estar de um país

Lembro que algumas vezes comentei que considerar apenas o PIB como o sucesso/fracasso do avanço de um país, na minha turva visão, é um erro. Acredito que valores sociais e de bem estar deveriam estar envolvidos. Não sei o quanto essa afirmação é estranha para alguns. Enfim, veja mais abaixo o vídeo que acabei de "achar".

O vídeo comenta sobre uma proposta de Revolução das Métricas do bem-estar de um país. É uma Proposta alternatva ao PIB, no vídeo abaixo o apresentador comenta sobre uma métrica chamada "Índice de Progresso Social" formada por 12 Componentes divididos em 3 dimensões:

1) Todos tem as necessidades básicas para a sobrevivência? (Comida, água, abrigo, segurança)
2) Acesso a coisas básicas para melhorar suas vidas? (Educação, informação, saúde, meio ambiente sustentável)
3) Todos tem acesso a uma chance de buscar seus objetivos livre de obstáculos? (direitos, liberdade de escolha, livre de discriminação, acesso aos conhecimentos mais avançados do mundo)


Repare que não são indicadores de "esforço" ou "intenção" de um país, e sim de conquistas reais. Por exemplo, não se mede o quanto um país gasta (investe) em saúde, e sim qual a qualidade de vida e a sua duração. Outro exemplo, Ao invés de se medir se existem leis contra a discriminação, mede-se a quantidade de pessoas que sofrem discriminação.

Bem... veja o vídeo e repare como seria o novo "ranqueamento" de alguns países do mundo, e repare também nos comentários sobre o nosso querido Brasil.

Divirta-se.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Guia - Pentaho Day São Paulo

Nos dias 16 e 17 de Maio, acontecerá em São Paulo o Pentaho Day e contará com a presença de vários participantes de todos o Brasil e alguns de fora também.
Para auxiliar quem não é São Paulo a se movimentar por essa imensa selva de pedras, alguns integrantes da comunidade pentahobr, trabalharam em um simples Guia, veja:

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mas afinal, o que um matemático faz?



É interessante que na minha vida eu alternei entre épocas de estudo em matemática e épocas de estudo em computação. Minha paixão por matemática surgiu ainda na infância e até hoje não passou (tenho mais de 30). Porém na adolescência descobri que queria brincar pelo resto da minha vida com computação. Fiz o que pude para isso acontecer, e acabei entrando uma Escola Técnica para cursar Processamento de Dados. Nesse meio tempo me frustrava por imaginar que eu queria mais matemática do que computação. Decidi então, após terminar o curso de processamento de dados, cursar matemática na Universidade, mesmo já trabalhando com computação há pelo menos 4 anos.

Pra piorar a situação também fiquei intrigado com física (até cursei 2 anos de Bacharelado em Física em uma universidade Federal, enquanto fazia Matemática em uma Estadual). Tive que escolher largar uma das duas quando arrebentei minha perna em um acidente. Não precisei pensar muito para decidir que eu queria ficar no curso de matemática.

Depois do curso de Matemática, voltei pra outro curso de computação, desta vez Lato Sensu em Banco de Dados. Em todo esse tempo, sempre trabalhando na área de computação, seja programando, ou administrando setores de computação em empresas. 

Com o tempo resolvi continuar estudando, e fiz outro curso, adivinha em que área foi ? ... ...


... ... não não foi matemática.  Continuei na computação, mas desta vez procurei algo que envolvesse as duas áreas, para isso fiz mestrado em Ciência da Computação. ( < - - selecione para descobrir )



Bem... com o mestrado, estudei coisas que me fizeram perceber que eu não precisava ficar encanado em ter que decidir em uma das duas. Posso fazer/estudar as duas coisas a todo momento e trabalhar com as duas ao mesmo tempo.

Atualmente trabalho com Desenvolvimento de Software,  Modelagem e Analise de Dados, Aprendizado de Máquina e Processamento de Linguagem Natural para textos em português ( é, tá vendo, até em português dá pra aplicar matemática ;) mais aqui e aqui). Gosto muito de trabalhar com essas coisas, pois com quase todas elas tenho a oportunidade de ver e rever a matemática e aplicar em computação. Além disso, para me divertir um pouco mais, gosto de ler sobre a história da ciência (matemática principalmente), porém essa preciso ler e reler eventualmente pra relembrar. Acho que tenho memória curta. 

- "Tá, mas porque esse texto todo Wesley?"


É que recentemente eu vi o vídeo acima e achei legal eles mostrarem para várias pessoas que não são da área que a matemática pode ser aplicada em várias áreas da ciência e economia, coisa que muitos não fazem a menor ideia. Também lembro como foi chato não saber o que mais eu poderia fazer com matemática a não ser lecionar ou ser pesquisador (cientista louco). Naquela época eu não tinha muitos contatos com pessoas que poderiam me apontar um norte sobre esse assunto, além disso a internet ainda estava na primeira infância e ter acesso a ela era um "cadinho" caro. 

Para finalizar: É muito legal que hoje todos possamos ter acesso de forma mais fácil e abrangente a muito conteúdo e poder investigar melhor sobre uma possível futura carreira, bem como entender melhor como as disciplinas se relacionam. Também fico feliz em ver vídeos como esse em que as pessoas se preocupam em esclarecer mais sobre o que podemos fazer com o uso da matemática. ;)




domingo, 1 de dezembro de 2013

Descobrindo que programar é muito fácil.


Um dia desses eu vi um comentário em um grupo do facebook falando sobre "como aprender a programar é fácil".

De fato, aprender a programar, na minha opnião, é muito fácil e são poucos os ingredientes:
-Querer aprender;
-Começar a aprender;
-Fazer;
-Fazer de novo;
-Fazer novamente;
-Fazer melhor;
...
-Continuar fazendo;

Pronto, em algum lugar dentro das reticências, talvez vc tenha "aprendido a programar em alguma linguagem".


Bem... agora uma pergunta: "Qual a disciplina/área cujo o aprendizado tais ingredientes não se encaixam ?"

(silêncio mórbido)

(quebrando o silêncio)

Falando sobre programação de computadores, o enfoque e a atração que nos últimos anos tal área vem recebendo, são diversas as pessoas que querem entrar pra esse ramo, ou querem pelo menos ter idéia do que é essa coisa estranha que dá ordem aos computadores e nos fez evoluir tanto.
Com essa curiosidade despertada em muitos, á fácil encontrar grupos de discussões de interessados em programar ou aprender uma determinada linguagem, ou alguma coisa que seja tangente a isso.
Não é a toa que é muito fácil encontrar vários vídeos, livros, blogs, e variadas outras fontes de informações com títulos apelativos do tipo: "Aprenda XXXX em N dias", "Aprenda XXXX em N licões" (troquem o XXXX pela linguagem de programação/método que você quiser e N pelo número que vier à cabeça).


Se pudéssemos comparar, aprender a programar, na minha opnião, é como aprender matemática.

A matemática vc começa muito cedinho a estudar, lá no pré, aprendendo os numeros e sua ordem. Depois, no primário vai evoluindo, aprendendo as operações básicas. Mais adiante no segundo primário (5a a 8a?) aprende algumas operações mais avançadas, e manipulações numéricas já um "cadinho" avançadas, complexas e aplicáveis, tais como equação do 2o grau, estudo dos triangulos, resolução de problemas do tipo que envolvam frutas. E no segundo grau (1o, 2o e 3o ano), vc aprende .... (bem, acho que deu pra entender a ideia.)

Veja que até esse ponto do estudo, você ainda não é um profissional de matemática, mas pode ser um cara muito bom. (conheci talentos que eram ótimos em matemática antes de entrarem pra faculdade.)

Para finalizar:
1- Sim, programar é muito fácil, tal qual aprender matemática, direito, medicina, letras, música, geografia, artes, política...

2-Claro, não sou referência pra quase nada (talvez sirva de exemplo de mau exemplo), então, posso subir em ombros de um gigante e apontar uma de suas obras: http://norvig.com/21-days.html ( Teach Yourself Programming in Ten Years - Peter Norvig)

Não sabem quem é Peter Norvig (http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Norvig) ? Hummmm... não sei se existe algum livro de "aprenda a programar XX dias" que fale sobre ele.



Até mais pessoal.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lei de Bendford (também conhecida como "Lei do primeiro-digito")

A Lei de Benford, também conhecida como a "Lei dos Primeiros Dígitos", afirma que, em muitos grupos de dados da vida real (não todos), os primeiros dígitos não se distribuem aleatoriamente de 1 a 9. Essa distribuição segue uma certa "lei", na qual o primeiro digito dos números de um grupo de dados segue a seguinte distribuição (tabela obtida no Wikipédia):

dP(d)Tamanho relativo de P(d)
130.1%
217.6%
312.5%
49.7%
57.9%
66.7%
75.8%
85.1%
94.6%

Onde: d = primeiro digito, P(d) = probabilidade de ocorrência do digito d como sendo primeiro digito.

Mas pra que serve isso?

Bem, ela não precisaria servir pra nada, pois ela já é bela pela sua existência.

Tá, tá, tá, eu sei que vivemos em um mundo de aplicabilidades, e que por isso algumas técnicas matemáticas só são enxergadas quando resolvem problemas reais... afffsss... :P

Bem, essa técnica pode ser (creio que geralmente seja) utilizada como um primeiro passo na detecção de possíveis fraudes em algum grupo de dados, para isso "basta" comparar como se dá a distribuição dos primeiros dígitos do grupo de dados em relação à lei de Bendford, se a distribuição dos primeiros dígitos do grupo de dados escolhido estiverem muito divergentes da lei, então ou tem que ter uma boa explicação para essa distribuição mal formada, ou temos algumas coisas estranha ali.

Desta forma é possível direcionar maiores esforços na busca de fraudadores, sonegação de impostos, erros contábeis grosseiros, erros de digitação, dentre outros.

Olhem só que legal o trabalho que alguém fez aplicando essa técnica a números obtidos em dados governamentais Argentinos.

http://jsbin.com/okohid/3


JS Bin

Conseguem imaginar em quais dados que vocês conhece do governo brasileiro que poderíamos aplicar essa técnica?

Para saber mais vejam os seguintes links (podem ir lá ler, é simples mesmo, não é preciso ser matemático pra entender):

http://www.planetseed.com/pt-br/mathpuzzles/mais-sobre-lei-de-benford
http://en.wikipedia.org/wiki/Benford's_law


Até a próxima.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Math Joke #1: Chopp limitado.


Um número infinito de matemáticos entram num bar. Um deles pede uma caneca de chopp. Um segundo pede a metade de uma caneca. Um terceiro pede um quarto de caneca, outro um oitavo...

De repente o garçom levanta duas canecas de chopp e diz:

-Vocês matemáticos não conhecem seus limites.

:D

sexta-feira, 24 de maio de 2013

MySql: Alterando "Case Sensitive" de nome de tabelas e schemas.


Alguns Sistemas Operacionais (S.O.) tratam os nomes de arquivos diferenciando as letras maiúsculas de minúsculas. No windows por exemplo uma pasta com nome "Pasta" pode ser referenciada como "pasta". No linux ambas são tratadas como pastas diferentes.

No MySql, os Banco de dados (ou Schemas em MySql) são pastas na estrutura de diretórios e cada tabela é um arquivo. Sendo assim, quando você cria tabelas usando os nomes com CamelCase  (ou qualquer outro motivo que te faça usar o mix de maiúsculas e minúsculas) você poderá ter problemas no MySql ao migrar (importar, backup, restore) os dados de um S.O. para outro.

Existe uma variável de sistema na configuração do servidor MySql que permite configurar o comportamento do MySql no que diz respeito ao "Case Sensitive", esta variável é:

lower_case_table_names


Mais informações em:

http://dev.mysql.com/doc/refman/5.0/en/identifier-case-sensitivity.html

http://stackoverflow.com/questions/6248735/how-to-force-mysql-to-use-case-sensitive-table-names-in-windows

http://enricogi.blogspot.com.br/2008/05/mysql-case-sensitive-in-linux.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/CamelCase